Pré diabetes: O que é e como a low carb pode ajudar a mudar o quadro?


Pré-diabetes, também conhecida como “diabetes intermediária”, é uma preocupação emergente atualmente. Ela é uma condição de intolerância à glicose, caracterizada por resistência à insulina (para saber mais sobre isso , clique AQUI!!), em que o açúcar no sangue está elevado, porém ainda está abaixo do limite para ser classificado como diabetes. A diabetes, por sua vez, é uma doença mais grave que aflige mais de 380 milhões de pessoas no mundo, de acordo com a International Diabetes Federation, entidade ligada à ONU.


Segundo o Hospital Israelita A. Einstein, pré-diabetes é uma condição muito comum no Brasil, chegando a mais de 2 milhões de casos reportados por ano. Ela parece inofensiva, porém, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) afirma que 50% dos pacientes no estágio pré-diabético podem desenvolver a doença. Ainda segundo a SBD, o pré-diabetes é especialmente importante por ser a única etapa que ainda pode ser revertida ou mesmo que permite retardar a evolução para o diabetes e suas complicações.


Por isso, vamos saber mais sobre essa condição, seus fatores de risco, seus sintomas e como a dieta Low Carb pode ajudar na melhora ou até na remissão dessa condição.


Fatores de risco


Abaixo segue uma lista com os principais fatores de risco associados à pré-diabetes, o que pode ser um indício dessa condição.

Além destes, que são fatores mais genéricos, pesquisas mostraram que a síndrome do ovário policístico (SOP) está associada a uma probabilidade duas vezes maior de desenvolver diabetes. Pessoas que acordam diversas vezes ao longo da noite ou trabalham em turnos noturnos também têm um risco aumentado de pré-diabetes.


É necessário prestar muita atenção aos fatores de risco. Mas por que existe essa preocupação? Porque muitos pacientes, ao serem comunicados de que têm pré-diabetes, não enxergam ali uma oportunidade de tratamento; muitos esperam o problema se agravar para, então, tratarem. Só que o pré-diabetes pode prejudicar nervos e artérias, favorecendo diversos outros males, como infarto e derrames. Portanto, é necessário, sim, o cuidado com seu organismo no estágio pré-diabético. Por isso, é necessário ter o acompanhamento e o diagnóstico médico (clínico geral ou endocrinologista, nesse caso).


Se você se identificou com alguns dos fatores de riscos apresentados, então, fica a pergunta:


Além dos fatores de risco, existem sintomas que indicam o pré-diabetes?


Muitas vezes não há sintomas e sinais de pré-diabetes e a condição pode passar despercebida. O diabetes, em si, se desenvolve muito gradualmente, então, quando você está no estágio pré-diabético (quando seu nível de glicose no sangue é maior do que deveria), você pode não apresentar nenhum sintoma. No entanto, algumas pessoas podem notar alguns sintomas, como:


  • Sentir mais fome do que o normal;

  • Sentir mais sede do que o normal;

  • Sentir mais cansaço do que o normal;

  • Visão turva;

  • Urinar frequentemente;

  • Escurecimento e enrijecimento da pele;

  • Apresentar hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue) após uma refeição;

  • Perder peso, apesar de comer mais.


Dentre esses sintomas, a hipoglicemia é um dos mais comuns quando se trata de pré-diabetes. Sintomas de hipoglicemia tendem a vir rapidamente e eles podem variar de pessoa para pessoa, porém, os mais comuns são: sentir excesso de sono ou cansaço; sentir-se trêmulo ou nervoso; sudorese; palidez, tontura e fome acentuada.


Todos os sintomas citados aqui são tipicamente associados com diabetes, portanto, se você estiver nos estágios iniciais da diabetes (pré-diabetes), você pode perceber alguns deles e deve procurar um médico, ok?


Como diagnosticar o pré-diabetes?


De acordo com o Dr. Juliano Pimentel, existem várias maneiras de diagnosticar o pré-diabetes quando seu médico pede um exame de sangue. Por exemplo, o teste A1C, também conhecido como “hemoglobina glicada”, mede a glicemia média nos últimos dois a três meses. O pré-diabetes é diagnosticado quando o A1C estiver entre 5,7% e 6,4%. Outra forma de diagnosticar essa condição é por meio da glicose plasmática em jejum, um teste que verifica os níveis de glicose no sangue (deve-se estar no mínimo a 8 horas sem comer ou beber nada para fazer esse teste). O pré-diabetes é diagnosticado quando a glicose em jejum estiver entre 100 a 125 miligramas por decilitro.


Um diagnóstico de pré-diabetes é uma forma clara de alerta para as pessoas que têm níveis de glicose no sangue mais elevados do que o normal, e que estão em risco de desenvolver a doença, pois há risco aumentado de sofrerem com doença renal crônica e doença cardíaca. Portanto, o paciente deve procurar um médico, primeiramente, afim de ser diagnosticado.


Apesar disso, há algumas maneiras simples de se prevenir a pré-diabetes para tentar reverter este quadro o quanto antes.


O que fazer para prevenir o pré-diabetes?


De acordo com o Programa de Prevenção do Diabetes, a estratégia mais bem-sucedida de tratamento e prevenção do quadro pré-diabético é iniciar mudanças simples no seu estilo de vida, que podem reduzir o risco de desenvolver a diabetes tipo 2. Entre elas, as mais relevantes são:

  • Atividades físicas: estudos mostram que o exercício pode melhorar a sensibilidade à insulina e a tolerância à glicose, mesmo que seja um exercício simples, como a caminhada. Além disso, existem todos os benefícios tradicionais, já que os exercícios podem ajudá-lo a perder peso, manter seu coração saudável, fazer você dormir melhor e até melhorar seu humor. A American Diabetes Association recomenda pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana, o que equivale a 30 minutos por dia e cinco dias por semana. Você pode obter isso através de atividades como caminhar, andar de bicicleta ou nadar.


  • Dietas de baixo carboidrato: uma dieta, como a low carb, que enfatiza os alimentos ricos em fibras, proteínas e gorduras, e que restringe grãos, vegetais ricos em amido e frutas com alta porcentagem de frutose. Então, ficou curioso em como a dieta low carb pode ajudar? Continua lendo aqui! Para saber mais sobre a Low Carb, clique aqui.


  • Perda de peso corporal: perder de 5 a 10% do seu peso pode reduzir significativamente o risco de desenvolver diabetes tipo 2. A combinação de comer bem e se exercitar mais é uma ótima maneira de perder peso, e a dieta low carb, com certeza, ajudará!


  • Outras intervenções: há evidências de que o gerenciamento do estresse e dormir bem e em tempo suficiente podem ajudar com a sensibilidade à insulina e o manejo do açúcar no sangue, em geral.


Viu como é fácil? Só depende de você decidir mudar seu estilo de vida e aproveitar tantos benefícios existentes ao levar uma vida mais saudável!


Mas, assim... ainda tenho uma dúvida! A low carb pode mesmo ajudar a mudar o quadro pré-diabético?


A boa notícia é que com uma vida low carb, o quadro pré-diabético pode mudar sim!


Mas como isso acontece? Bem, sabe-se que o gerenciamento da ingestão de carboidratos é uma estratégia fundamental à obtenção de um bom controle glicêmico. E na dieta low carb, prioriza-se o alimento de verdade e refeições ricas em fibras, proteínas e gorduras saudáveis. E o principal: evita-se (ou elimina-se) o açúcar, pois este aumenta os níveis de glicose no sangue. É importante lembrar que sucos de frutas naturais também podem causar elevação rápida na glicemia, então, o ideal é comer a fruta in natura. As gorduras saudáveis, como o óleo de coco e abacates, beneficiam seus níveis de glicose no sangue e ajudam a reverter os sintomas da pré-diabetes.


No aspecto mais técnico, diversos estudos já mostraram que a Low Carb ajuda, sim, tanto na pré-diabetes quanto em casos de diabetes. O Dr. José Carlos Souto citou alguns dos estudos mais impactantes sobre a melhora de pacientes com essa condição. Dentre eles, podemos citar:


  • Um estudo comparou a dieta low carb versus dieta de baixa gordura + medicamento, indicando que a dieta low carb foi a única que melhorou a glicemia e a resistência à insulina;

  • Outro, mostrou que a hemoglobina glicada baixou significativamente no grupo de pessoas que faziam dieta low carb (lembrando que esse é um dos diagnósticos para a pré-diabetes);

  • Mais um, mostrou que uma dieta low carb reduz a necessidade de medicação e melhora os fatores de risco cardiovascular em diabéticos quando comparada a uma dieta de baixa gordura;

  • Em mais um, houve melhora significativa de controle glicêmico com a low carb;

  • Um estudo de revisão afirma, ainda, que "está na hora de abraçar a dieta low carb como uma opção viável para reverter o diabetes, os fatores de risco para doença cardiovascular e a epidemia de obesidade".


E a lista de estudos é interminável. Ou seja, a low carb mostrou e comprovou que é sim eficaz no tratamento da pré-diabetes e até mesmo da própria diabetes!


Bom, como já foi dito anteriormente, para controlar a pré-diabetes é necessária orientação médica, mas alguns tratamentos naturais também podem ajudar a amenizar essa condição. O Dr. Juliano Pimentel apresentou algumas informações sobre os alimentos low carb que podem ajudar a controlar o pré-diabetes.


A canela é rica em polifenóis e tem sido usada há séculos na medicina chinesa para regular a glicose no sangue e também a insulina. Pesquisas mostraram que a canela tem o poder de ajudar a prevenir o diabetes naturalmente e que a ingestão dela resultou em uma redução estatisticamente significativa na glicemia em jejum. Se quiser ler nosso artigo sobre a Canela, clique AQUI!



A deficiência em magnésio é uma das principais deficiências nutricionais em adultos e pode causar outras deficiências de nutrientes, problemas para dormir e hipertensão, todos fatores de risco para o desenvolvimento de sintomas de pré-diabetes. Você pode obter magnésio a partir dos vegetais de folhas verdes, abacates, legumes, nozes e sementes.


Então, além de comer refeições mais saudáveis e super deliciosas, a low carb te ajuda a melhorar o quadro pré-diabético e seus sintomas! Demais, não é?!


Concluindo...


Como vimos, a mudança de nossos hábitos alimentares, como aderir a uma dieta low carb, e a prática de exercícios são os principais fatores de sucesso para o controle da pré-diabetes. Vários estudos têm demonstrado o sucesso dessas intervenções simples para o tratamento de pré-diabetes com redução acentuada na incidência de diabetes. Lembre-se: ninguém morre de diabetes, e sim do mau controle da doença. Portanto, mude já a sua vida e seja mais saudável! E se tiver mais dúvidas sobre a low carb, é só acessar nosso site AQUI.


ATENÇÃO: As informações aqui descritas não são uma consulta médica. Elas descrevem o que geralmente acontece com uma condição clínica, mas não se aplicam a todas as pessoas. Portanto, entre em contato com um profissional da área de saúde se você apresentar algum sintoma.

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Esse artigo contou com a colaboração de Larissa Lima, Editora voluntária e membro do Grupo Low Carb Lifestyle Brasil, no Facebook.

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